O Ultraje do Uber. Nós vamos invadir sua praia

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Experimentei o Uber esta semana e, depois de um dia cheio de visitas, saquei meu fone de ouvido e, como um garoto dos anos 80, pus a minha playlist no shuffle em um confortável sedan, caindo direto em um clássico do Ultraje a Rigor.

Algumas músicas, marcam época e são atemporais. Foram importantes em seu lançamento, mas transmitem uma mensagem atual, e podem ser a trilha sonora do que estamos vivendo agora, em pleno ano de 2015.

 

“Daqui do morro da pra ver tão legal, o que acontece aí no seu litoral.

Nós gostamos de tudo, nós queremos é mais.

Do alto da cidade até a beira do cais.”

 

Então, feliz de quem teve e tem a visão da próxima tendência. Em como identificar e transformar em benefício ao cliente sua idéia. Enxergar além, de cima, de forma escalável, uma necessidade que sempre esteve ali, esperando eu ou você para po-la em prática.

Esta não é uma exclusividade de quem está no Vale do Silício. Vale aqui também, para quem, como eu que trabalha em um banco de varejo. Dá para usar no dia-a-dia. Na hora de planejar sua carreira. Ou mesmo no planejamento do próximo trimestre em vendas.

 

Nós “tamo” entrando sem óleo e sem creme. Precisando a gente se espreme.

Trazendo a farofa e a galinha. Lembrando também da vitrolinha.

Separa um lugar nesta areia. Nós vamos chacoalhar a sua aldeia.”

 

Toda idéia disruptiva causa. Causa impacto, mudanças e muita controvérsia. A Ubercapitalização, citada por Murilo Gun, em seu Podcast, se traduz em uma mudança para a sociedade. Questiona a verdade, paradigmas.

Das conversas nos corredores da empresa ao happy hour, estas ganham um novo tema. Mexem com axiomas. Criam versões e torcidas. E toda esta relevância só aumenta a força e certeza de: Quem está chegando, vai chegar, chegando.

 

“Agora se você vai se incomodar. Então é melhor se mudar.

Não adianta nem me nos desprezar. Se a gente acostumar a gente vai ficar.

A gente tá querendo variar e sua praia vem bem a calhar. ” 

 

Vieram as passeatas, quebra-quebras, debates. Envolveram todas as esferas de poder. Influências e jogos de interesses são notícias de primeira página em portais, TV, Jornais e redes sociais. A partir daí já está enraizado que algo novo veio para ficar. Sabendo que ajustes serão e precisam ser feitos para que o equilíbrio seja novamente reestabelecido.

 

“Não precisa ficar nervoso. Pode ser que você ache gostoso.

Ficar em companhia tão saudável. Pode até lhe ser bastante recomendável.

A gente pode te cutucar, não tenha medo não vai machucar.”

 

Este é só o início. A economia colaborativa está pautada na certeza de que já estamos totalmente conectados. Não precisamos mais estar sentados à frente de um computador para ler este texto, comprar um livro, chamar um taxi (ou Uber) ou mesmo pedir uma pizza.

Cabe a nós, nos adaptarmos ou sermos agentes de mudança. O “novo” não vai se ajustar ao “velho”. Podemos decidir nosso papel na história sendo coadjuvantes ou protagonistas. E aí ? O que vai ser ?

 

“Mistura sua laia ou foge da raia. Sai da tocaia, pula na baia.

Agora! Nós vamos invadir sua praia.”

 

Pronto. Cheguei ao meu destino. Até a próxima sexta-feira.

 

 

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